(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?
O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Ma isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo.
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
E as flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores,
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.
Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Poesias da Vida - XLI
(Juliana Landim)
O sujeito parou o carro displicentemente
sobre a faixa de pedestres.
Coitado!
Não deveria saber que era proibido!
Não deveria saber que as pessoas atravessam as ruas pelas faixas de pedestres!
Mas eu vi quando ele reparou no marronzinho
(um espécie de fiscal de trânsito mal-encarado que há por aqui!).
E também percebi quando o marronzinho olhou para ele.
Deve ter acontecido uma aula de legislação de trânsito
por telepatia,
porque o homem deu marcha-a-ré
liberando a faixa de pedestres!
Agora, falando sério:
- Precisava do marronzinho?
O sujeito parou o carro displicentemente
sobre a faixa de pedestres.
Coitado!
Não deveria saber que era proibido!
Não deveria saber que as pessoas atravessam as ruas pelas faixas de pedestres!
Mas eu vi quando ele reparou no marronzinho
(um espécie de fiscal de trânsito mal-encarado que há por aqui!).
E também percebi quando o marronzinho olhou para ele.
Deve ter acontecido uma aula de legislação de trânsito
por telepatia,
porque o homem deu marcha-a-ré
liberando a faixa de pedestres!
Agora, falando sério:
- Precisava do marronzinho?
domingo, 11 de agosto de 2013
Todo dia é dia
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IA POR AMAR! O PRAZER A SÓS... A REZAR! POR AMAR O PAI.
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Gilberto de Almeida
11/08/2013
sábado, 10 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Cromoterapia
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LUZ AZUL! ADOTA TODA LUZ AZUL...
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Gilberto de Almeida
08/08/2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Poesias da Vida - XL
(Juliana Paula Landim)
Carregando minha bandejinha,
com um café expresso e um copo de água com gás,
reparei na leitura da outra freguesa:
- Cidadania no Brasil - Era o título!
- Bacana, pensei!
Mais nada.
Depois, sentadinha na cadeira,
o meu livro era outro.
Era o livro da vida
que eu leio por onde estou.
No balcão tinha um cinquentão,
bonitão,
roupa simples,
olhar tranquilo...
Também ia pedir um café...
Mas foi aí que um sessentão,
na estica -
Chique no Úlrtimo!,
Grife pra todo lado,
do sapato ao gel de cabelo -
se enfiou na frente:
- Tira um puro e um com leite pra mim! -
ordenou à balconista!
Leram bem:
- Ordenou!
Não tinha palavrinha mágica!
Não tinha pronome de tratamento (já aprendi o que é isso!),
nem ao menos tinha um tom interrogativo amenizador,
tipo:
- A Srta 'poderia' tirar um puro e outro com leite pra mim?
Além disso passou na frente do bonitão -
tadinho! -
sem a menor cerimônia...
Fiquei com raiva!
O cinquentonitão olhou para a balconista
como querendo se desculpar pelo outro...
E olhou para outro
como quem não acredita no que vê!
O sem-cerimônias não olhou pra ninguém!
Deu a ordem e foi sentar numa mesa
fazendo ares de Tô-nem-aí!
E eu olhei pra todo mundo,
e pra moça leitora no outro canto,
que não tinha percebido nada,
entretida com a "Cidadania no Brasil"!
Euzinha pensei -
E até que pra isso eu sou boa -
que no Brasil se precisa mesmo,
léguas antes de Cidadania,
é de pura Educação!!!!!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Gratidão
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A VIDA DÁ E É A DÁDIVA!
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Gilberto de Almeida
06/08/2013
Sol
Quando o sol iluminou-me a face,
com sua brandura,
na manhã de hoje;
quando o sol iluminou-me a alma,
com sua paciência,
como sempre faz;
quando o sol mostrou-me mais uma vez
que a minha ebulição interna
é mansa brisa sonolenta;
então, reduzido à dimensão dessa realidade serena,
agradeci a permissão divina
para seguir em paz!
Gilberto de Almeida
06/08/2013
domingo, 4 de agosto de 2013
Cenas em um Shopping - XXXV
Pequena menina,
no elevador
é levada.
E a pequenina
novela, a dor
elevada.
Gilberto de Almeida
04/08/2013
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