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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Enquanto você me abraça


Enquanto, calmo, me aquece
o teu abraço sereno,
sinto que esvai-se o terreno
como se ausente eu vivesse.

O que passou, já me esquece!
Já não há mal: não condeno;
dentro do abraço coordeno,
arrebatado, uma prece.


Como tomado de graça

não sinto mais qualquer dor!
Quando, em teu seio, me abraças, 


seja do jeito que for,
tudo se vai, tudo passa;
só o que não passa é o amor.


Gilberto de Almeida
26/04/2012


2 comentários:

  1. Marcia de Almeida8 de maio de 2012 09:22

    Se o amor não passa, e o abraço está ao alcance, porque a desesperança?

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