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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Quarenta e nove anos

Tenho quarenta e nove anos de hábito nesse negócio de ser homem,
Quarenta e nove anos de rodas de conversa,
De vestiários masculinos.

E os caras conversam:
Muito se fala de peitos,
Muito se fala de poupanças.
Já vi até falarem de cor de olhos,

Mas de seu brilho, nunca.

Se uma mulher pudesse entrar na cabeça de um homem,
Perdia as esperanças...

Aliás, as esperanças não, pois afinal
A esperança é a última que morre.

Gilberto de Almeida
09/05/2012


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