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domingo, 20 de maio de 2012

Soneto Triste

Soneto triste que anda atordoado
Que tanto insiste, um tanto acabrunhado,
Que não resiste, abandonado a um canto,
E então persiste em seu desesperanto!

Soneto triste, quer ser desfolhado,
Mostrar que existe - vivo e apaixonado -
Que não desiste, que se apruma enquanto
Alguém assiste as vozes do seu canto

Mas esse urgente canto introvertido
Num renitente pálato enrustido
Não é fluente, é boca analfabeta

Está doente, amargo, quase morto,
Pois descontente, vê-se como aborto
Se não o invente uma alma de poeta.

Gilberto de Almeida
20/05/2012


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