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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Soneto para o sol e a lua


O sol e a lua são de fato apaixonados!
Somente o distraído, o tolo desatento,
para não ver na luz que tinge o firmamento
o amor secreto desses dois predestinados.


Não vivem ambos pelos céus, desconsolados,

a procurar-se sem parar um só momento?
Não vive o Sol a declarar seu sentimento
em tantos versos de afeição iluminados?


Mas triste sina, a desse amor que se insinua

no breve instante da alvorada que descerra
o dia; o triste amor que a dor do adeus pontua.


Enquanto o sol, de amor, se esquenta, agita e berra,

a seu destino, agrilhoada, segue a lua,
que, apaixonada pelo sol, orbita a Terra!


Gilberto de Almeida

25/04/2013

2 comentários:

  1. Um amor maravilhoso, num soneto não menos perfeito!
    Como sempre, Gilberto, adoro ler a sua escrita!
    Obrigada pela magia do momento!

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