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sábado, 25 de maio de 2013

Soneto do desencontro


Vai sereno, o por da lua,
na manhã que prenuncia,
escondendo, à luz do dia,
a friez da noite crua.

Vai tranquilo; não recua!
Vai na triste poesia
relembrar, por fantasia,
tua doce imagem nua...

Vai-se a lua, foi-se embora!
De repente, estranho impasse:
- onde o sol? Por que demora?

Depois surge, qual se amasse...
Vai o dia, numa hora;
vai-se o sol e a lua nasce.

Gilberto de Almeida
25/05/2013


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