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sábado, 23 de janeiro de 2016

Meta-soneto em redondilha maior


Por outro lado, se escrevo,
não hei de esperar que ninguém,
na estrofe de baixo-relevo, 
em braile (e em russo, também!),

perceba o quanto me atrevo,
 - e até não sei se convém! -
na quinta folha dum trevo,
a pôr sentido no além!

Do além, eu trouxe meu verso
febril, estranho e abusado;
lá, d'onde, louco e disperso,

voltei, sem nem ter chegado.
Por isso, entenda, se verso,
meu verso vem de outro lado...

Gilberto de Almeida
23/01/2016


3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Privilégio único poder ler almas grafadas em letras...viva a poesia!

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