Bem vindo! Você está convidado a relaxar e ler. Há aqui poemas meus e de autores consagrados, de que gosto. Você é livre para copiar os poemas deste Blog e utilizá-los sem fins comerciais. O uso comercial do conteúdo deste Blog não é permitido. Leia sem pressa e aproveite. Gilberto.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Eu e Alberto, sem vampiros, nem lobisomens
Para quê levar o Alberto ao cinema?
Fiz essa pergunta em meu íntimo, muito antes das imagens de vampiros e lobisomens começarem a aparecer na tela.
Foi por isso que mantive o Alberto no bolso e de lá ele não saiu até que a seção terminasse.
Por que mostrar a ele, que tanto acreditava no que via, aquilo que, no seu vilarejo, jamais haveria de ver?
Por que mostrar justo a ele, que já era feliz sem isso?
E o filme acabou. E o Alberto saiu do bolso.
E não houve maneira de fazê-lo entender que raios era o tal do cinema!
Gilberto de Almeida
21/11/2012
Poesia em círculo
(À professora Gerlane Fernandes e seus alunos)
Descobri que lá na Bahia tem,
que lá na Bahia tem alguém
que pega um poema
e põe cor,
e põe voz,
e põe sentimento,
e põe na sala de aula.
Existe alguém na Bahia
que pega um poema
e põe poesia.
Gilberto de Almeida
21/11/2012
Não descobri o elixir
Às vezes a vida emperra...
E eu não descobri o elixir!
Preciso descer pelo verde, o amarelo e pelos vários tons de laranja,
e, ainda, nem tudo se arranja:
- parece que só vou conseguir
depois de esborrachar na Terra.
E eu não descobri o elixir!
Preciso descer pelo verde, o amarelo e pelos vários tons de laranja,
e, ainda, nem tudo se arranja:
- parece que só vou conseguir
depois de esborrachar na Terra.
Gilberto de Almeida
21/11/2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Eu e Alberto, na cafeteria
Faz tempo que não explico: eu sempre trago o Alberto no bolso, ou na maleta, ou no pensamento. Exceto, talvez, quando estou em Santorini, ou quando estou em companhia da Elettra Rossellini (ou de alguém tipo ela)!
Nesse dia eu estava na cafeteria, no Shopping Center, em São Paulo, pouco antes do horário do cinema. Deixei o Alberto sobre a mesa e pedi dois cafés expressos, com acúcar.
Ele já tinha tomado café antes, claro, mas não esse. Não o expresso. E não com açúcar. Somente com açúcar mascavo.
Vieram os dois cafés, água com gás, biscoitinho.
E o Alberto adorou.
Ele quis mais um. E mais outro. E mais água com gás. E mais biscoitinho!
E saiu da cafeteria querendo voltar.
E eu me senti muito mal.
Como se tivesse oferecido maconha a uma criança de cinco anos.
Gilberto de Almeida
20/11/2012
Nesse dia eu estava na cafeteria, no Shopping Center, em São Paulo, pouco antes do horário do cinema. Deixei o Alberto sobre a mesa e pedi dois cafés expressos, com acúcar.
Ele já tinha tomado café antes, claro, mas não esse. Não o expresso. E não com açúcar. Somente com açúcar mascavo.
Vieram os dois cafés, água com gás, biscoitinho.
E o Alberto adorou.
Ele quis mais um. E mais outro. E mais água com gás. E mais biscoitinho!
E saiu da cafeteria querendo voltar.
E eu me senti muito mal.
Como se tivesse oferecido maconha a uma criança de cinco anos.
Gilberto de Almeida
20/11/2012
O Guardador de Rebanhos - VI
(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)
Pensar em Deus é desobedecer a Deus
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Pensar em Deus é desobedecer a Deus
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Com o Alberto, em Santorini
Tem gente que é mala, mesmo
(e não digo isso a esmo)!
Pois, estava em Santorini
- sem o Alberto - um belo dia
desfrutando a companhia
tipo Elettra Rossellini
quando o bem-bom foi-se embora.
Eis que me viro e, lá fora
- pra provar o que eu lhes falo
(tem gente que é mala, certo?) -
de repente surge o Alberto
desmontando do cavalo!!!
Então, por favor, me fala:
- Esse Alberto, não é mala?
Gilberto de Almeida
20/11/2012
Parodiando Sem o Alberto, em Santorini (meu mesmo)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Poesias da vida - XXV
(Juliana Paula Landim)
Se existe poesia num banheiro,
devia ser naquele.
Tinha uns vasos de violeta
sempre que eu ia.
E perfume!
Mas, se existia poesia num banheiro,
ela acabou.
Porque a última energúmena que usou
- e que deve andar por aí que nem uma dondoca! -
não deu a descarga!
Se existe poesia num banheiro,
devia ser naquele.
Tinha uns vasos de violeta
sempre que eu ia.
E perfume!
Mas, se existia poesia num banheiro,
ela acabou.
Porque a última energúmena que usou
- e que deve andar por aí que nem uma dondoca! -
não deu a descarga!
Desconstruindo um soneto de outono (com Alberto)
Nas cores e matizes da estação
do outono, ao reparar, me desconcerto.
Estúpido, imagino que elas são
oásis, que me encontro no deserto.
Nas cores e matizes vivo, então,
na breve epifania com que flerto,
mas, tolo, não encontro explicação
até que me aparece, astuto, o Alberto:
- Por que dar forma e imaginar a poesia?
Por que a métrica? Para que as rimas?
Pára agora mesmo com esse soneto!
Diante do meu olhar assombrado, ele arremata:
- Queres poesia?
Então apenas tira os sapatos
E caminha descalço sobre as folhas de outono.
Gilberto de Almeida
19/11/2012
domingo, 18 de novembro de 2012
Tom sobre tom
cor sobre cor
torre cobertor
rio sobre rio
beleza sobre beleza
mesma sobremesa
poesia sobre poesia
nada sobre nada
tudo sobretudo
passei e não vi
vôo sobrevôo
vi: sobrevivi.
Gilberto de Almeida
18/11/2012
torre cobertor
rio sobre rio
beleza sobre beleza
mesma sobremesa
poesia sobre poesia
nada sobre nada
tudo sobretudo
passei e não vi
vôo sobrevôo
vi: sobrevivi.
Gilberto de Almeida
18/11/2012
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