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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desconstruindo um soneto de outono (com Alberto)


Nas cores e matizes da estação
do outono, ao reparar, me desconcerto.
Estúpido, imagino que elas são
o oásis e que eu vivo num deserto.
 
Nas cores e matizes vivo, então,
na breve epifania com que flerto,
mas, tolo, não encontro explicação
até que me aparece, astuto, o Alberto:
 
- Por que dar forma e imaginar a poesia?
Por que a métrica? Para que as rimas?
Pára agora mesmo com esse soneto!
 
Diante do meu olhar assombrado, ele arremata:
- Queres poesia?
Então apenas tira os sapatos
 
E caminha descalço sobre as folhas de outono.
 
Gilberto de Almeida
19/11/2012
 


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