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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Passageiro


Matéria que passa:
- o corpo, o dinheiro, a casa...
Comida de traça!

Gilberto de Almeida
18/08/2016


sábado, 13 de agosto de 2016

Veracidade


Gilberto de Almeida
13/08/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ciclo


Na vida, queda e luta, queda e luta!
É assim que Deus lapida a pedra bruta.
Na morte, a mesma luta, o mesmo empenho.
Ao menos é o que lembro de onde venho...

Na vida, a claridade diminuta
e a dor, a burilar-nos a conduta!
Na morte, a mesma mó, mas noutro engenho.
São estas as lembranças que mantenho...

A vida, a morte... o ciclo permanente,
são giros desta roda que, insistente,
às trilhas do futuro nos convida.

Promete a eternidade, desta sorte,
que tanto quanto, após a vida, há morte,
depois da morte há sempre nova vida!

Gilberto de Almeida
12/08/2016


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Cheia de graça!


Ninguém viu, até agora,
espetáculo, como hoje!
De alegria a gente chora;
falta o alento, que nos foge!

E a opinião, planeta afora,
que se apure e se despoje
do desdém que, ufano, mora
na altivez que mora longe.

Que desdenhem do que for
e que tentem por defeito,
mas o Cristo Redentor

cristalino fato atesta:
brasileiro é, sim, perfeito
quando o assunto é fazer festa!

Gilberto de Almeida
05/08/2016

domingo, 31 de julho de 2016

Soneto para quem cuida


A teu paciente trata como flor
preciosa e delicada, trata assim
qual maravilha rara em teu jardim!
Aduba, rega, faz-lhe o bem que for!

No entanto, poderá, talvez, se opor
o próprio enfermo a tão ditoso fim!
É a insanidade, a faina, a estafa, enfim,
a luta atormentada contra a dor...

Releva! E vê se entende o irmão aflito
que não te ajuda o mínimo que seja
e exasperado, irrita-se e esbraveja!

Apenas serve! E aguarda d'O Infinito
o amor que semeaste com desvelo, 
pois é perante o Pai que irás colhê-lo!

Gilberto de Almeida
(31/07/2016)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Hora do nascimento


Pobre alma imprevidente e entorpecida...
Tateia pelos séculos, na estrada
de sombras e pesar, desnorteada,
nas dores que o egoísmo consolida...

Pobre alma, até que um dia se decida
buscar melhor caminho e, fatigada
dos erros recorrentes da jornada
suplique novo corpo, noutra vida!

É regozijo! É júbilo celeste! 
E quando os anjos trazem, sem demora,
notícias de um casal que, pronto, empreste

o amor e o berço à alma devedora
(e o apoio necessário ao novo teste!)...
... é aí que nasce um filho! - É nessa hora!

Gilberto de Almeida
(15/07/2016)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Alvo


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Ama
o poeta, até o pó!
Mero porém:
- a rima mira!
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Gilberto de Almeida
06/02/2016


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Escudo



Já não me iludo.
O "Orgulho" é quem causa barulho.
Da espada, o escudo.

Gilberto de Almeida
04/02/2016