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domingo, 8 de abril de 2012

Humildade


Profunda noite cobre - como o mar, o abismo
- a Terra, altar do amor e da tragédia humana.
E cuida bela, imensa, de ocultar da fama
toda virtude e qualquer ato de heroísmo.

E a noite intensa e rude, em seu determinismo
desnuda, no esplendor de gigantesca cama
a pequenez do homem; ela, altiva, clama
por contrição, simplicidade e altruísmo.

trilhões de estrelas, num sussurro cintilante,
trilhões de pontos no infinito, reluzentes
vêm me lembrar que eu - ponto insignificante

- sou nada: e cobram-me essas luzes insistentes
que vença o egoísmo – vício inebriante
- e, então, que eu seja o mais humilde dos viventes.

Gilberto de Almeida
08/04/2012

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