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sábado, 8 de setembro de 2012

Bangalô

 
 
Eu tive um bangalô de três andares,
em meus andares tive um bangalô.
Três bangalôs eu tive em meus andares,
e a vida, nenhum deles me deixou.
 
Os bangalôs subiam pelos ares,
erguidos, cada um, no seu platô.
Os bangalôs, outrora, ternos lares,
a vida, por ser vida, confiscou!
 
E agora, minha casa, meus lugares
são todos os lugares onde estou:
- que já não ergo mais os seus pilares,
 
que a vida por três vezes derrubou!
Mas foi então, ferido em meus penares,
que em teus olhares fiz meu bangalô!
 
Gilberto de Almeida
08/09/2012
 

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