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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Botões de Poesia
















Eu tirei uns botões de poesia do meu coração,
fiz um buquê 
e o entreguei a você.

Você agradeceu,
sentiu o aroma daqueles versos,
mas estava ocupada com a vida
e seus problemas.

Você os guardou.

Às vezes olhava para a eles,
dentro do peito,
com afeto e saudade
e se entristecia por causa da vida,
por causa dos problemas da vida!

E desses versos assim regados
com uma lágrima de tristeza a cada dia
brotavam tímidas rimas de desconsolo
que não floresciam!

Foi então,
num futuro que não sei onde,
num lugar que não sei quando
que você sentiu o aroma daqueles problemas
do titubear do mundo
e, tomada da magia íntima que emana do coração,
os dominou!

Foi nesse dia,
num futuro que não sei onde,
num lugar que não sei quando
que você percebeu a verdade
guardada dentro do peito
num vaso de pensamento, de lembrança e de saudade...

Então ela floresceu 
num desabrochar imenso
que eu já não sabia como...

Gilberto de Almeida
05/02/2013


5 comentários:

  1. Maravilhoso florescer de versos.
    Botões de poesia guardados no peito até que possam ser acordados...
    Tocou minh'alma.
    Belíssimo, Gilberto.

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    1. Obrigado, Dulce! Às vezes a arte imita a vida...

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  2. Os seus versos emocionaram-me de verdade, Gilberto. Muito obrigado por este momento inspirador!
    Beijinho e um doce restinho de semana
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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    Respostas
    1. Oi, Ruthia. De vez em quando coloco neste blogue algo que vem do fundo do coração. É incrível como sentimentos conversam! Boa semana e obrigado pelo comentário!

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